A companhia surgiu após uma decisão do governo de que a
British Overseas Airways Corporation e a
British European Airways, além de duas companhias regionais, Cambrian Airways e Northeast Airlines, seriam fundidas para que, em 31 de março de 1974, fosse fundada a British Airways. Depois de quase treze anos como empresa estatal, a British foi privatizada em fevereiro de 1987. A companhia expandiu após a compra da
British Caledonian em 1987, da Dan-Air em 1992 e da
BMI British Midland em 2012.
Sendo o Reino Unido um dos países pioneiros da aviação civil após a
Primeira Guerra Mundial, foram criadas várias empresas de aviação civil naquela época. O primeiro serviço regular internacional foi um voo entre Londres e Paris em 1924. No mesmo ano, foi criada a
Imperial Airways, especializada em voos para as colónias britânicas na
Austrália e
África, através da fusão de quatro empresas de aviação. Entretanto, outras empresas menores iniciaram serviços regulares, e pouco depois ocorreu a fusão destas, criando-se a
British Airways Ltd. Em 1939, as duas companhias mencionadas foram nacionalizadas, criando-se a
British Overseas Airways Corporation (BOAC). Em 1949, as rotas europeias foram operadas pela recém criada
British European Airways (BEA), enquanto que a BOAC se concentrava nos voos intercontinentais. As duas empresas juntaram-se em 1972 e deram origem à actual
British Airways.
A empresa expandiu-se ao longo dos anos e foi juntamente com a
Air France uma das únicas companhias a voar o avião supersónico
Concorde. Em 1987, o governo britânico liderado por
Margaret Thatcher privatizou a companhia aérea, outro caso pioneiro na história da aviação civil europeia. A ela incorporou-se a
British Caledonian. Na década de 90, foi a companhia europeia com maiores lucros e pioneira na criação e aquisição de companhias estrangeiras, nomeadamente a
Deutsche BA (Alemanha) e a
TAT (França) (negócios dos quais entretanto desistiu), numa altura anterior à liberalização do mercado aéreo europeu. Passou também por vários períodos de “turbulência”, nomeadamente na década de 70 com a crise do petróleo, em 1984 através do escândalo num caso de fraude contra a companhia aérea rival
Virgin Atlantic Airways (caso “dirty tricks”), que perdeu em tribunal, a crise do sector da aviação comercial após os
atentados do 11 de Setembro de 2001 e, actualmente, a grande competitividade com companhias a baixo preço como a
Ryanair e
Easyjet, que cresceram significativamente no Reino Unido, e os problemas ligados ao tráfego aéreo (o aeroporto de Heathrow é um dos aeroportos mais congestionados do mundo). No entanto, a empresa continua a crescer e se expandir em todo o mundo, e prevê crescer ainda mais com a abertura do novo terminal 5 no aeroporto de Heathrow, em 2008.
Em 8 de abril de 2010, a companhia aérea formalizou a união com a espanhola
Iberia. Se o aval final da Comissão Europeia e da Defesa dos dois países for positivo, será criada a quinta maior companhia aérea do mundo, com tráfego anual de 58 milhões de passageiros.
Para o
Brasil, a British Airways opera um voo diário a partir de
Londres-Heathrow para
Guarulhos, operado por um Boeing 777-300 (antigamente um Boeing B777-200)]]. Além desta frequência, opera também outro voo diário e exclusivo para o
Rio de Janeiro, utilizando o
Boeing 787-9. Para
Portugal, a companhia voa quatro vezes por dia para
Lisboa a partir de
Heathrow, uma vez por dia para
Faro a partir de
Gatwick (esta frequência aumenta para dois a três voos diários na época do verão) e a partir de 30 de Março voa para o
Porto a partir de
Heathrow com duas frequências semanais..
Em comemoração aos 100 anos, a empresa está pintando algumas aeronaves com esquemas retrô. Abaixo as aeronaves pintadas com esquemas retrôs.
Fonte: British Airways/Wikipedia